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O crescimento de 24,2% nas vendas domésticas foi impulsionado pelo avanço dos veículos eletrificados e do programa Carro Sustentável e, segundo a FENABRAVE, pelo aumento de renda, mais concorrência e preços menores. Patamar de vendas mais alto desde 2014, com aceleração em maio e junho. A queda de 23,5% nas exportações reflete a retração das vendas à Argentina e ao Uruguai e a maior concorrência chinesa na América Latina.
A quantidade de veículos transportados cresceu 21,5%, impulsionada pelo aumento dos emplacamentos nacionais, elevando o market share para 23,8% (+1,2 p.p.), reflexo do desempenho acima do mercado de clientes-chave da Tegma. As exportações transportadas caíram 15,8%, acompanhando a retração das exportações de veículos no período.
A distância média consolidada cresceu 7,8%, impulsionada pelo aumento de 3,5% na distância doméstica (para 1.285 km) e pela maior participação das viagens nacionais no mix. A BYD tem participação relevante nesse aumento, sobretudo nos veículos carregados em Cariacica/ES, segundo o CEO Nivaldo Tuba. A distância de exportação caiu 8,0% pela redução de viagens ao Mercosul.
O crescimento de 39,4% reflete o aumento de 21,5% nos veículos transportados, a expansão de 7,8% na distância média e os reajustes anuais de tarifas. A receita da Fastline cresceu 7%. As deduções cresceram 38,3% pela alteração no recolhimento de ICMS sobre transporte — em vigor desde o 3T25 —, gerando R$ 5,4 mi de recolhimento adicional (0,8 p.p. de impacto na margem).
A margem bruta avançou 0,3 p.p., apesar do impacto tributário do ICMS (-0,8 p.p.). O trimestre foi favorecido por um crédito de R$ 2,5 mi referente ao descasamento do diesel do 1T26, já ressarcido (+0,4 p.p.). Em contrapartida, pesaram o crescimento dos custos de balsa no transporte fluvial no norte do país (-0,4 p.p.) e o deslocamento de colaboradores para Camaçari/BA e Cariacica/ES por causa do alto volume nessas operações (-0,4 p.p.).
O EBITDA ajustado cresceu 52,4% pelo crescimento da receita aliado à estabilidade das despesas (desconsiderando a indenização não recorrente de R$ 7,2 mi ligada à antiga controlada Direct Express), mesmo com o impacto negativo do recolhimento de ICMS (-0,8 p.p.). As despesas, sem o efeito da indenização, cresceram apenas 2,4%, abaixo da inflação, pela redução de honorários advocatícios ligados a M&A e processos anticoncorrenciais.
O crescimento de 7,4% ocorre apesar da perda de um contrato de transporte inbound na operação de Logística de Granéis em junho/25. Essa perda foi mitigada pelo início do novo contrato de transporte de contêiner para a BYD na Bahia (+R$ 6 mi) e pelo crescimento da divisão de gestão de embalagens.
A margem bruta recuou 5,5 p.p., explicada pela alteração na apuração dos créditos de ICMS sobre transporte (+R$ 0,6 mi de recolhimento, 1,3 p.p. de impacto) e pelo aumento do diesel, repassado integralmente aos transportadores mas só parcialmente aos clientes.
A margem EBITDA recuou 4,0 p.p., refletindo a queda da margem bruta no período, amenizada pela redução das despesas da divisão. O novo serviço de logística de contêiner para a BYD começa a compensar a perda de receita de granéis registrada em 2025.
A receita bruta consolidada cresceu 36,9%, puxada pela Divisão Automotiva (aumento de veículos transportados, distância média e reajustes de tarifas) e por uma contribuição positiva da Logística Integrada com o novo contrato de gestão de contêiner.
A margem bruta ficou estável em 20,6%, resultado da mudança no recolhimento de créditos de ICMS (-0,7 p.p., R$ 6,1 mi), da descontinuação de um contrato de logística de químicos e de questões operacionais na logística automotiva ligadas ao forte crescimento da operação, todas compensadas pelo efeito volume.
O EBITDA ajustado cresceu 46,3%, com expansão de 1,2 p.p. de margem, puxado pelo crescimento da receita da logística automotiva e pela estabilidade das despesas (excluindo a indenização de R$ 7,2 mi da Direct Express). As despesas totais cresceram 22,1% no trimestre justamente por causa dessa indenização; sem ela, caíram 0,6% pela redução de honorários advocatícios ligados a M&A e processos anticoncorrenciais.
A equivalência patrimonial representa principalmente o resultado da joint venture GDL. A GDL teve receita de R$ 68 mi (-13%) e lucro líquido de R$ 12 mi (-38%). Motivos: (1) liberação aduaneira de veículos sobre águas com remoção para pátios não alfandegados; (2) maior volume em navios ro-ro em vez de armazenamento em racks; (3) uso da DUIMP, que reduz a necessidade de armazenagem em zonas secundárias; e (4) variação cambial desfavorável às receitas de armazenagem alfandegada. Nas margens, pesou ainda o custo de pátios mantidos sob locação para atender aos picos de estoque de veículos.
O resultado financeiro tornou-se negativo pela queda de 44,5% na receita de aplicações financeiras, reflexo da redução do caixa após os dividendos extraordinários de dezembro/2025 e da contratação de R$ 55 mi em novos financiamentos nos últimos 12 meses. Os juros sobre arrendamento (IFRS-16) recuaram 12,1%, pelo menor prazo restante dos contratos.
O lucro líquido cresceu 23,8%, mas a margem recuou 1,2 p.p. por causa da indenização não recorrente de R$ 7,2 mi (R$ 4,8 mi líquida de IR) ligada à antiga controlada Direct Express, da redução da equivalência patrimonial e da reversão do resultado financeiro de positivo para negativo, além do aumento da alíquota de IR/CSLL para 29,7% (vs 26,9% no 2T25).
O FCL negativo em R$ 1,2 mi foi impactado pelo alto consumo de capital de giro decorrente do forte ritmo de crescimento da receita (+37% vs 2T25). Os dias a receber permaneceram no mesmo patamar do ano anterior; o ciclo de caixa aumentou 1 dia, para 39 dias. O CAPEX de R$ 14,7 mi foi aplicado em: pátios em Serra/ES e Camaçari/BA (R$ 2,1 mi), novo terreno em Camaçari (R$ 4,1 mi) e cavalos mecânicos para logística de usados (R$ 1,7 mi).
O caixa líquido de R$ 56 mi (caixa total R$ 196,9 mi menos dívida bruta R$ 141,0 mi) recuou frente a março/26, principalmente pelo fluxo de caixa livre negativo do trimestre. No 2T26 a Tegma contratou R$ 15 mi via linha Renova Frota do BNDES (5 anos, CDI -2,2%), reduzindo o custo médio da dívida para CDI +0,94% (-0,4 p.p. vs mar/26). Em março/26, a Fitch reafirmou o rating da Tegma em A(Bra), perspectiva estável.
O ROIC de 31,8% permanece muito acima do custo de capital estimado (12%-17%), evidenciando forte geração de valor. A alta de 1,9 p.p. vs 1T26 decorre do crescimento do resultado operacional, puxado pelo aumento de veículos transportados, da distância média e da melhora de margens. Segundo o CFO Ramón Perez, ROIC, ROE e EVA se recuperaram neste trimestre após três trimestres consecutivos de queda. O EVA de R$ 109-144 mi (vs R$ 88-121 mi no 1T26) confirma essa recuperação. Todas as operações e projetos da Tegma passam por avaliação de EVA como critério de viabilidade.